Prêmios
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Atriz (Bette Davis)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Fay Bainter)
Festival Internacional de Veneza, Itália
Menção Especial (William Wyler)
Indicações
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Oscar de Melhor Fotografia
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio de Melhor Filme na Competição
Sinopse
Em 1850 na cidade de Nova Orleans, Julie Marsden, uma obstinada sulista, acha-se noiva de Preston Dillard, um proeminente banqueiro da cidade, igualmente de temperamento forte. A luta deles pela supremacia no relacionamento chega ao auge na noite do tradicional baile em que as mulheres não casadas usam branco, mas a desafiadora Julie insiste em vestir vermelho.
Pres fica chocado com essa insistência, mas termina concordando em acompanhá-la. Julie começa a lamentar sua decisão, mas Pres a força a dançar e depois termina o noivado. Não acreditando, ela espera por Pres para pedir-lhe desculpas, mas ele se mantém irredutível e parte em viagem de trabalho para o Norte. Quando ele volta, ela se humilha diante dele a pedir perdão, mas já é tarde demais. Pres havia se casado com uma nortista, Amy Bradford, e pede à Julie que aceite sua esposa sem ressentimentos.
A crescente ameaça de febre amarela em Nova Orleans faz com que Julie e sua tia Belle se mudem para o interior, onde têm uma plantação. Lá, elas se divertem com os Dillards, com o irmão mais novo de Pres, Ted, e com um dos persistentes pretendentes de Julie, o rebelde Buck Cantrell. Durante o jantar, Pres e Buck discutem política, mas Pres é chamado da cidade e é Ted quem termina o debate num duelo com Buck. Este é morto, e Pres é derrubado pela febre. Com a ajuda de seu empregado, Gros Bat, Julie vai à cidade onde o Dr. Livingstone lhe diz que Pres precisa ir para o leprosário e ficar em quarentena.
Amy, acompanhada de Ted e da tia Belle, segue Julie, e como esposa de Pres, insiste em ir com ele. Num confronto final, Julie convence Amy que seu desconhecimento em relação aos costumes sulistas pode significar a morte de ambos. Amy concorda, e Julie termina acompanhando Pres quando vêm buscá-lo.
Comentários
“Jezebel” é um daqueles magníficos filmes dos anos 30 que não se tornam ultrapassados com o passar dos anos. Baseado numa peça de Owen Davis e realizado pelo grande cineasta William Wyler, o filme se destaca em diversos quesitos a começar pela própria e correta direção de Wyler. Encontrando-se no alto de sua forma, o diretor contou ainda com a ajuda do fotógrafo Ernest Haller, do figurinista Orry-Kelly, da trilha sonora de Max Steiner, do diretor-assistente Walter Huston e de um elenco de primeira grandeza. Bette Davis e Henry Fonda, por exemplo, estavam no auge de suas carreiras quando apareceram em “Jezebel”.
Em seu trabalho, Wyler consegue reproduzir com êxito a atmosfera do que era o sul americano na época em que se desenvolve a trama. Alguns críticos de cinema chegam a dizer que ele teria incorporado alguns elementos utilizados por David O. Selznick em
“E o Vento Levou”, o que não é verdadeiro, pois “Jezebel” é anterior ao filme de Selznick.
O filme nos brinda com um grande número de momentos inesquecíveis como, por exemplo, aquele em que Julie e Pres vão sendo progressivamente deixados sozinhos no meio do salão de baile.
De cinco indicações ao Oscar, inclusive a de Melhor Filme, “Jezebel” amealhou duas estatuetas, uma das quais para Bette Davis, como Melhor Atriz.
CAA