
MEU TIO (1958)
Mon oncle
| Outros Títulos: | Mio zio (Itália) Mein onkel (Alemanha) My oncle (USA) |
| Pais: | França, Itália |
| Gênero: | Comédia |
| Direção: | Jacques Tati |
| Roteiro: | Jacques Tati, Jean L'Hôte, Jacques Lagrange |
| Produção: | Jacques Tati |
| Design Produção: | Henri Schmitt |
| Música Original: | Franck Barcellini, Alain Romans, Norbert Glanzberg |
| Fotografia: | Jean Bourgoin |
| Edição: | Suzanne Baron |
| Figurino: | Jacques Cottin |
| Guarda-Roupa: | Renée Rouzot |
| Maquiagem: | Boris Karabanoff |
| Efeitos Sonoros: | Jacques Carrère |
| Efeitos Visuais: | Bertrand Levallois |
| Nota: | 8.7 |
| Filme Assistido em: | 1960 |
| Jacques Tati | Monsieur Hulot |
| Alain Bécourt | Gérard Arpel |
| Jean-Pierre Zola | Monsieur Arpel |
| Adrienne Servantie | Madame Arpel |
| Lucien Frégis | Monsieur Pichard |
| Jean-François Martial | Walter |
| Dominique Marie | Vizinha |
| Yvonne Arnaud | Georgette, a empregada |
| Adelaide Danieli | Madame Pichard |
| Régis Fontenay | Comerciante |
| Claude Badolle | Comerciante na feira de quinquilharias |
| Nicolas Bataille | Trabalhador |
| Denise Péronne | Srta. Février |
| Claire Rocca | Amiga de Madame Arpel |
| Jean-Claude Rémoleux | Cliente da Fábrica de Monsieur Arpel |
| Betty Schneider | Betty |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Especial do Júri (Jacques Tati)
Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França
Prêmio de Melhor Filme (Jacques Tati)
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Jacques Tati)
Monsieur Hulot, solteirão e desempregado, passa a ser admirado por seu sobrinho Gérard, justamente por estar fora dos padrões impostos pela sociedade e, em particular, pela mentalidade vigente na família do garoto.
Na casa de seus pais, onde mora, Gérard se vê rodeado por toda uma parafernália moderna: quando a campainha toca, o chafariz do jardim é acionado e o portão abre-se automaticamente; a cozinha tem o que há de mais moderno e o desenho dos móveis é arrojado.
Seu tio Hulot, ao contrário, vive numa confusa periferia em que a ordem é estabelecida pelos próprios moradores. Sempre que Hulot vai visitar a irmã, atravessa as ruínas de um muro, que representa a ruptura da cidade tradicional com a cidade moderna.
Gérard observa que, ao contrário da monotonia que reina em sua casa, fazendo com que a relação em família se torne fria e vazia, a casa de seu tio é marcada pela alegria de viver, mesmo com dificuldades, e isso o fascina.
O apego que o garoto passa a ter, cada vez mais, com o tio, faz gerar uma crise de ciúmes em seu pai.
"Meu Tio" é uma comédia maravilhosa que mostra, mais uma vez, a genialidade de Jacques Tati. Nele, com um humor refinado, o cineasta satiriza a modernidade já vigente na Paris dos anos 50, procurando mostrar a felicidade das pessoas mais simples que moram nos bairros pobres da periferia, ao contrário da pressa e do vazio daquelas mais abastadas que vivem num mundo automatizado.
Uma das melhores seqüências de "Meu Tio"se passa entre meninos do bairro de Hulot. Escondidos atrás de um muro, eles assobiam para os pedestres que estão passando; querem desviar a atenção dos pobres coitados e fazer com que batam com a cara num poste.
O filme foi premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e com o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Cannes.