Sinopse
Próximo à virada do século XIX, em Nova Orleans, a linda, mas empobrecida aristocrata, Barbara Beaurevel, faz votos para se juntar a seu amante, o pesquisador médico Dr. Mark Lucas, que naquela noite se acha em um navio sul-americano. Quando seu primo Paul descobre seus planos, ele a lembra sobre as condições precárias do coração da Tia Eula, e da dor que tal fuga causaria a ela. Na ocasião, Paul persuade Barbara a escrever uma carta para Mark pedindo-lhe que a espere, e promete entregá-la, mas nunca o fez.
Dois meses depois, durante o Halloween, Barbara vai ao porto esperar ansiosamente o retorno de Mark, ficando chocada ao descobrir que ele se casou com uma mulher que conheceu durante suas viagens. Confusa e irritada, ela desafia sua tia e procura Luther Toplady, um advogado que tem tentado encontrá-la por conta de uma herança. Luther a informa que sua avó, Carrie Crandall, morreu e deixou sua fortuna para ela. Tendo em vista que a avó havia sido abandonada pelo marido, um obcecado jogador, e lutado sozinha para manter a filha, não importa o que tivesse que fazer, sua relação com ela era mantida em segredo, motivo pelo qual Barbara pede a Luther que transfira o dinheiro para sua conta sem mencionar o nome de Carrie.
Barbara, então, quebra um compromisso com Clay Duchesne, seu rico pretendente, e vai sozinha ao cemitério. Uma vez lá, observa quando Mark e seu mentor da Universidade de Tulane, Dean Cazzley, caminham ao lado de Corinne, a mulher de Mark. Sem saber que ele nunca recebeu sua carta, Barbara o puxa para um lado e tenta reacender o amor dele por ela. Ele cede momentaneamente um beijo, mas se recusa a trair Corinne ainda mais. Em seguida, ela acende uma vela e vai até o túmulo de sua avó. No dia seguinte, Barbara informa sua Tia Eula e Paul sobre os milhões de dólares que recebera de herança.
Algum tempo depois, a nova rica Barbara visita Corinne e a convida para um baile. As duas trocam algumas farpas e Corinne se revela uma verdadeira alpinista social. Quando Mark toma conhecimento do baile, ele procura Barbara para recusar o convite, mas é insultado pelo esnobe Paul. Irritado, ele vai ao baile com Corinne, que é imediatamente atraída por Paul. Sozinha com Mark, Barbara finalmente descobre a verdade sobre sua carta e pede ao médico que se divorcie de Corinne e se case com ela. Embora a beije, Mark desdenha de sua atitude e sai furioso.
Sentindo-se rejeitada, Barbara procura humilhar Mark pagando a Paul para seduzir Corinne. Este facilmente a seduz e marca um encontro em um barco. Quando Barbara informa a Mark sobre o planejado encontro entre Corinne e Paul, o médico a condena por seus meios vingativos. De repente, cheia de remorsos, ela corre até o local onde se encontra o barco. Lá, Corinne tenta convencer Paul a se casar com ela, e quando este rindo a rejeita, ela lhe dá um tapa. Irritado, Paul a empurra, fazendo-a cair e sofrer um traumatismo craniano fatal. Ao ver Paul sair correndo, Barbara entra no barco para encontrar Corinne. Mark chega a seguir e, deduzindo o que aconteceu, instrui Barbara para que saia.
Mark é indiciado como suspeito de ter cometido assassinato e, durante toda a fase de seu julgamento, em nenhum momento ele menciona os nomes de Barbara e Paul. Por outro lado, incapaz de se manter em silêncio, conforme instruída pela tia Eula e por Paul, Barbara revela tudo o que sabe à Corte, incluindo sua conexão com a avó Carrie. Embora renegada por Eula, sua coragem é aplaudida por Mark, que passa a ver nela uma grande mulher.
Comentários
Baseado no romance "Carriage Entrance" de Polan Banks, “Orgulho e Ódio” é um bom drama do cinema norte-americano do início dos anos 50. Roteirizado por Marion Parsonnet e dirigido por Robert Stevenson, sua trama se passa em 1890, em Nova Orleans, envolvendo uma rica herdeira, que mantém um segredo, um ex-amante médico, agora casado, e um cruel jogador preocupado apenas em manter seu estilo de vida confortável, custe o que custar.
O roteiro de Marion Parsonnet é bem desenvolvido, o que ajuda Stevenson em seu trabalho de direção. A fotografia de Harry J. Wild tem o mérito de captar algumas belas tomadas de Nova Orleans. Já a trilha sonora de Friedrich Hollaender me pareceu fraca para o contexto.
No elenco, para mim, as melhores interpretações foram aquelas apresentadas por Ava Gardner e Melvyn Douglas, este no papel do ambicioso Paul Beaurevel.
CAA