
JÚLIO CÉSAR (1953)
Julius Caesar
| Outros Títulos: | Giulio Cesare (Itália) Jules César (França) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama, Histórico, Épico |
| Direção: | Joseph L. Mankiewicz |
| Roteiro: | Joseph L. Mankiewicz |
| Produção: | John Houseman |
| Música Original: | Miklós Rózsa |
| Fotografia: | Joseph Ruttenberg |
| Edição: | John Dunning |
| Direção de Arte: | Cedric Gibbons, Edwin B. Willis , Hugh Hunt , Edward Carfagno |
| Figurino: | Herschel McCoy |
| Maquiagem: | William Tuttle |
| Efeitos Sonoros: | Douglas Shearer |
| Efeitos Especiais: | Warren Newcombe |
| Nota: | 8.2 |
| Filme Assistido em: | 1955 |
| Louis Calhern | Júlio César |
| Marlon Brando | Marco Antonio |
| James Mason | Marcus Junius Brutus |
| Deborah Kerr | Portia |
| John Gielgud | Gaius Cassius Longinus |
| Edmond O'Brien | Servilius Casca |
| Greer Garson | Calpúrnia Pisonis |
| George Macready | Marullus |
| Michael Pate | Flavius |
| Alan Napier | Cícero |
| John Hoyt | Decius Brutus |
| William Cottrell | Cinna |
| Jack Raine | Trebonius |
| Ian Wolfe | Caius Ligarius |
| Rhys Williams | Lucillus |
| Paul Guilfoyle | Cidadão de Roma |
| Douglass Dumbrille | Lepidus |
| Michael Ansara | Pindarus |
| Edmund Purdom | Strato |
| Douglass Watson | Octavius César |
| John Hardy | Lucius |
| Thomas Browne Henry | Volumnius |
| Ann Tyrrell | Cidadã de Roma |
| John O'Malley | Cidadão de Roma |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção de Arte
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Marlon Brando)
Prêmio de Melhor Ator Britânico (John Gielgud)
Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Americano
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Ator (Marlon Brando)
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Roma, 44 A.C. - O povo celebra nas ruas mais uma vitória de seu grande líder Júlio César, desta vez sobre Pompéia. Na onda de seus numerosos sucessos militares e de um governo voltado para o povo, ele adquire o status de um verdadeiro Deus, desagradando influentes romanos, alguns dos quais membros do Senado. Entre os descontentes, encontra-se Gaius Cassius Longinus, que vem a se tornar num dos maiores conspiradores contra César.
Juntamente com Servilius Casca, Cassius procura trazer para sua causa, Marcus Junius Brutus, um dos mais poderosos cidadãos romanos da época. Por outro lado, César confidencia ao seu leal protegido, Marco Antonio, que considera perigoso o ambicioso Cassius.
Mais tarde, já em casa, Brutus analisa a conversa tida com Cassius e, ao amanhecer, conclui que a morte de César é a única alternativa para livrar Roma de sua tirania. Cassius chega com Casca e outros conspiradores, ocasião em que Brutus finalmente concorda em se juntar a eles. Cassius propõe que Marco Antonio também seja morto, mas Brutus lembra que devem evitar um maior derramamento de sangue e assegura a todos que ele é inofensivo.
Depois que todos se retiram, Portia, esposa de Brutus, acorda e lhe implora em vão que ele lhe diga o que o tem perturbado ultimamente. Enquanto isso, Calpúrnia, mulher de César, acorda com um pesadelo e lhe pede para não sair de casa. César recusa-se a se intimidar com os maus presságios da esposa mas, para acalmá-la, concorda em enviar Marco Antonio ao Senado para informar que ele se acha indisposto.
Decius Brutus, um dos conspiradores, chega para acompanhar César ao Senado. Este lhe diz que Calpúrnia lhe pediu para não ir, face a um pesadelo que tivera, no qual ela via uma de suas estátuas jorrando sangue. Brutus insiste em que o sonho fora mal-interpretado e que bons tempos estão para vir à Roma, frisando que o Senado decidiu entregar-lhe uma coroa naquele dia. Envergonhado por ter cedido aos medos da esposa, César finalmente segue com Brutus. Na rua, ele encontra um vidente que lhe lembra que os Idos de Março ainda não passaram.
Uma vez no Senado, os conspiradores o apunhalam, com Brutus dando-lhe o golpe final. Marco Antonio, usando de todo seu autocontrole, pede que lhe permitam falar nos funerais de César, e sob protesto de Cassius, Brutus concorda, desde que não coloque qualquer culpa sobre eles. Quando os assassinos se dispersam, Marco Antonio, ao lado do cadáver de César, jura-lhe vingança.
Das escadarias do Senado, Brutus se dirige ao povo, justificando suas ações como necessárias para o bem de Roma, face à ambição desmedida de César. Amplamente aplaudido, ele se retira quando Marco Antonio chega com o corpo de César. Este, com um inflamado discurso, consegue reverter a situação, quando a multidão grita por vingança contra os traidores que assassinaram César. Sem apoio da população, Cassius e Brutus fogem para a Grécia.
Roma, sob o comando de Octavius César, herdeiro de Júlio, Marco Antonio e Lepidus, prepara uma guerra contra os conspiradores. O triunvirato emite sentenças de morte contra um grande número de inimigos políticos.
Em 43 A.C., comandando pequenos exércitos, os conspiradores decidem atacar os aliados do triunvirato na Ásia. Enquanto Cassius ataca e saqueia Rhodes, Brutus faz o mesmo em Lícia. No ano seguinte, eles se reúnem em Sardis. Quando chegam notícias de que os exércitos de Marco Antonio e Octavius César marcham em direção à Filipo, Brutus propõe que eles os enfrentem. A despeito de seu mau pressentimento, Cassius termina concordando.
Na manhã seguinte, nas planícies de Filipo, Brutus e Cassius se despedem. Estrategicamente posicionado nas colinas, o exército de Marco Antonio inflige uma tremenda derrota às tropas de Cassius. Desesperado, este ordena a um de seus homens, Pindarus, que o mate com o mesmo punhal que ele usara contra Júlio César. Por outro lado, após inspecionar as enormes baixas sofridas e, certo de que sua derrota é inevitável, Brutus despede-se de seus homens e se suicida em seguida. Mais tarde, ao lado de seu corpo, Marco Antonio refere-se a ele como o único dos assassinos de Júlio César a se comportar como um verdadeiro nobre romano.
Baseado numa peça homônima de William Shakespeare, "Júlio César" é um grande filme. Escrito e dirigido pelo cineasta Joseph L. Mankiewicz, talvez se trate da melhor adaptação para o cinema de uma obra desse famoso dramaturgo e poeta inglês.
Além de conseguir capturar magnificamente os personagens shakespearianos, Mankiewicz não se descuida da linguagem através da beleza e elegância de seus diálogos. Por outro lado, ao longo de toda a trama, consegue manter um ritmo perfeito, não sendo à toa que o filme tenha sido indicado ao Oscar, perdendo a estatueta nada menos que para o glorioso "À Um Passo da Eternidade", de Fred Zinnemann.
Muito bem montado e com a magnífica fotografia em preto-e-branco de Joseph Ruttenberg, o filme conta ainda com excelentes interpretações, destacando-se as atuações de Marlon Brando, Louis Calhern e John Gielgud. Brando registra aqui sua terceira indicação ao Oscar de Melhor Ator, em anos consecutivos, já que fora indicado por seus trabalhos em "Um Bonde Chamado Desejo", de 1951, e "Viva Zapata", de 1952. Apresentando também uma ótima atuação, James Mason vem num segundo plano. Quanto às grandes atrizes Deborah Kerr e Greer Garson, seus papéis são muito pequenos, respectivamente como as esposas de Brutus e Júlio César.
CAA