
O BEIJO NO ASFALTO (1981)
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Bruno Barreto |
| Roteiro: | Doc Comparato |
| Produção: | Luiz Carlos Barreto, Fábio Barreto |
| Design Produção: | Paulo Chada |
| Música Original: | Guto Graça Mello |
| Fotografia: | Murilo Salles |
| Edição: | Raimundo Higino |
| Figurino: | Paulo Chada |
| Maquiagem: | Sônia Rubene |
| Efeitos Sonoros: | Victor Raposeiro, Célio Martins, Emmanuelle Castro |
| Nota: | 7.0 |
| Filme Assistido em: | 1982 |
| Tarcísio Meira | Aprígio |
| Ney Latorraca | Arandir |
| Christiane Torloni | Selminha |
| Lídia Brondi | Dália |
| Thelma Reston | Matilde |
| Pedro Paulo Rangel | Colega de trabalho |
| Flávio São Thiago | Arubinha |
| Daniel Filho | Amado Pinheiro |
| Oswaldo Loureiro | Delegado Cunha |
| Xuxa Lopes | Mulher na TV |
| Lígia Diniz | Viúva |
| Nelson Caruso | Werneck |
| Estelita Bell | Atendente no Hotel |
Na Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, um desconhecido é atropelado por um ônibus e, agonizante, pede a Arandir, um bancário que passava pelo local, que lhe dê um beijo na boca. Por compaixão, ele concorda. Seu gesto é logo interpretado por um repórter da imprensa sensacionalista, Amado Pinheiro, como manifestação de homossexualismo.
Na Delegacia Policial, Arandir conta o ocorrido, sendo liberado. Entretanto, a atitude do repórter faz um estrago em sua vida, começando com a perda de seu emprego. O beijo vira manchete de jornal e o noticiário é alimentado pelo repórter Amado Pinheiro, cuja estreita ligação com o delegado Cunha leva o caso à esfera policial, onde é forjada a versão de que Arandir e o morto já se conheciam e, inclusive, eram amantes.
Ao chegar em casa, ele conta à Selminha, sua esposa, e à Dália, sua cunhada, o interrogatório que sofrera na Delegacia. Aprígio, que sempre rejeitou o genro, tem agora a oportunidade de expulsá-lo da vida da filha, ao tentar convencê-la de que seu casamento é uma farsa. Somente Dália, a cunhada apaixonada por ele, acredita em sua verdade.
Arandir é obrigado a fugir da polícia que cerca sua casa e faz interrogatórios à sua mulher. No hotel, enquanto aguarda a chegada da esposa, é surpreendido pela presença da cunhada, que confessa seu amor e lealdade por ele, e em seguida pelo sogro que, desesperado, provoca o trágico desfecho do filme: ele sim, Aprígio, sempre fora apaixonado pelo genro e por isso tentava impedir o casamento da filha. Arandir foge, mas o tiro disparado pelo sogro o alcança no asfalto. No chão, recebe dele o mortal beijo na boca.
Adaptação para o cinema da peça homônima de Nelson Rodrigues, "O Beijo no Asfalto" é um ótimo filme nacional.
Realizado pelo cineasta Bruno Barreto, o filme narra a história de um homem de coração puro que, de marido devotado passa, num passe de mágica, a homossexual enrustido.
A partir de um ótimo roteiro, assinado por Doc Comparato, Barreto consegue desenvolver um belo e envolvente trabalho. A trilha sonora de Guto Graça Mello é muito boa e adequada. Quanto ao elenco, o mesmo é de primeira grandeza, com destaques para as atuações de Tarcísio Meira e Ney Latorraca.
CAA