
OLDBOY (2003)
Oldboy
| Pais: | Coréia do Sul |
| Gênero: | Drama, Suspense |
| Direção: | Chan-wook Park |
| Roteiro: | Chan-wook Park, Chun-hyeong Lim, Jo-yun Hwang |
| Produção: | Seung-yong Lim |
| Design Produção: | Seong-hie Ryu |
| Música Original: | Jeong-hun Jeong |
| Direção Musical: | Yeong-wook Jo |
| Fotografia: | Chung-hoon Chung |
| Edição: | Sang-Beom Kim |
| Figurino: | Sankyung Cho |
| Efeitos Sonoros: | Seung-cheol Lee |
| Efeitos Visuais: | Jeon-hyeong Lee |
| Nota: | 8.5 |
| Filme Assistido em: | 2005 |
| Min-sik Choi | Dae-su Oh |
| Ji-tae Yu | Woo-jin Lee |
| Hye-jeong Kang | Mi-do |
| Dae-han Ji | Joo-hwan No |
| Dal-su Oh | Park Cheol-woong |
| Byewong-oh Kim | Sr. Han |
| Seung-Shin Lee | Mendigo |
| Kwang-rok Oh | Suicida |
| Tae-kyung Oh | Dae-su, quando jovem |
| Yeon-suk Ahn | Woo-jin, quando jovem |
| Il-han Oo | Joo-hwan, quando jovem |
Festival Internacional de Bergen, Noruega
Prêmio do Público (Chan-wook Park)
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio do Júri (Chan-wook Park)
Festival Internacional de Cinema de Estocolmo, Suécia
Prêmio do Público (Chan-wook Park)
Prêmios do Cinema, Hong Kong
Prêmio de Melhor Filme Asiático
Academia do Cinema Europeu
Prêmio Internacional (Chan-wook Park)
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Chan-wook Park)
Num dia de 1988, um homem comum chamado Dae-su Oh, bem casado e pai de uma garotinha de três anos, é levado à delegacia para ser ouvido pelas autoridades por estar alcoolizado. Na saída, ele liga para casa de uma cabine telefônica, e desaparece misteriosamente, deixando como pista apenas o presente de aniversário que havia comprado para a filha.
Pouco depois, ele percebe estar numa estranha prisão, na verdade um quarto de hotel, onde há apenas uma TV ligada. A comida escassa é depositada na porta e, diariamente, respira um gás que o faz dormir. Pelo noticiário, descobre ser o principal suspeito da morte brutal de sua esposa. Em estado de choque, ele encontra uma agulha e tenta o suicídio, sem sucesso. Então, começa a escrever na parede tudo o que poderia ter feito de mal para estar naquela situação... "Eu magoei muitas pessoas, e estou certo de que o homem que matou minha mulher e me trouxe até aqui é uma dessas pessoas", diz para si mesmo.
Com o passar do tempo, ele se adapta à escuridão do quarto e à sua rotina desesperadora, e começa a exercitar seu corpo e sua mente para sobreviver. Para registrar a longa pena que está pagando sem saber por que, ele tatua seu corpo. O gás que entra na sala todo dia e deixa Dae-su Oh desacordado é também seu passaporte para a liberdade. Num dia, como outro qualquer, ele acorda em liberdade na rua. Surpreso, pára em frente a uma vitrine, onde é abordado por um mendigo que lhe entrega uma pasta, contendo um celular e dinheiro. É esse mendigo o mensageiro da notícia de que Dae-su Oh ainda está sendo vigiado, onde quer que esteja. Sua prisão ainda não acabou. Seu primeiro desejo é comer bem num restaurante, e enquanto ele devora um polvo vivo, o celular toca e uma voz masculina lhe pede para tentar descobrir por que ele foi preso.
Dae-su Oh desmaia e acorda no apartamento de uma das cozinheiras do restaurante, a doce Mi-do. O hóspede conversa com sua generosa anfitriã sobre os 15 anos que passou na prisão, conquistando a simpatia e a compaixão da jovem, que promete ajudá-lo em sua cruzada por vingança. Com a ajuda dela, Dae-su Oh começa a visitar as pessoas do seu passado que poderiam estar envolvidas com sua prisão. Mas todos os esforços da dupla são em vão.
Um dia, um amigo com quem Mi-do se achava num chat da Internet, de apelido Evergreen, pede a ela para mandar um "oi" para Dae-su Oh. Mais uma prova de que seus passos continuam sendo vigiados de perto. Mas os dois não desistem da busca pela verdade. E por um caminho dos mais inusitados, Dae-su Oh descobre o endereço de sua prisão. Lá, encontra uma fita cassete que diz apenas: "Pena de 15 anos para Dae-su Oh. Ele fala demais".
Com as pistas do amigo de Mi-do da Internet, Dae-su Oh finalmente fica face a face com seu seqüestrador. Se matá-lo, no entanto, nunca vai saber por que foi preso. Então, aceita o jogo proposto por seu algoz, de descobrir a verdade em cinco dias. Se conseguir, o inimigo se mata. Se fracassar, é Mi-do quem pagará com a própria vida.
Assim, aos poucos e através de flashbacks. que remetem tanto a fatos ocorridos num passado mais distante quanto a outros mais recentes, toda a verdade vem à tona com conseqüências trágicas.
Baseado numa história escrita por Tsuchiya Garon, "Oldboy" é um filme obrigatório. Realizado pelo cineasta sul-coreano Chan-wook Park, trata-se de um verdadeiro ensaio sobre a vingança e suas conseqüências. Em sua narrativa, Park se utiliza de diversos meios, inclusive da televisão e da internet. A tragédia grega, travestida de drama familiar moderno, também se acha presente e é tratada com maestria pelo diretor, ao abordar o tema-tabu do incesto. Em algumas seqüências, o diretor se utiliza da linguagem surrealista tão comum na obra do espanhol Luis Buñuel, como é o caso, por exemplo, da cena em que Dae-su sai do cativeiro dentro de uma caixa.
O clima de suspense vai num crescendo até atingir seu clímax quando as motivações de Woo-jin Lee, o seqüestrador de Dae-su, são reveladas, gerando momentos de grande impacto dramático. A cena em que Dae-su abre uma caixa violeta e descobre o diabólico plano levado a cabo por seu algoz é verdadeiramente impactante. Uma outra seqüência que não se pode deixar de mencionar é aquela em que Dae-su se auto-pune ao cortar sua própria língua.
Embora não tenha recebido qualquer tipo de premiação, merece destaque o fabuloso roteiro, muito bem escrito e estruturado, sem falhas. A fotografia de Jeong-hun e a trilha sonora de Yeong-wook são dois outros pontos altos do filme. É inesquecível o momento no qual é tocado um trecho de "Inverno", da composição de Vivaldi, "As Quatro Estações".
No quesito interpretação, os maiores destaques são as atuações de Min-sik Choi e de Hye-jeong Kang. sdBaseado numa história escrita por Tsuchiya Garon, "Oldboy" é um filme obrigatório. Realizado pelo cineasta sul-coreano Chan-wook Park, trata-se de um verdadeiro ensaio sobre a vingança e suas conseqüências. Em sua narrativa, Park se utiliza de diversos meios, inclusive da televisão e da internet. A tragédia grega, travestida de drama familiar moderno, também se acha presente e é tratada com maestria pelo diretor, ao abordar o tema-tabu do incesto. Em algumas seqüências, o diretor se utiliza da linguagem surrealista tão comum na obra do espanhol Luis Buñuel, como é o caso, por exemplo, da cena em que Dae-su sai do cativeiro dentro de uma caixa.
O clima de suspense vai num crescendo até atingir seu clímax quando as motivações de Woo-jin Lee, o seqüestrador de Dae-su, são reveladas, gerando momentos de grande impacto dramático. A cena em que Dae-su abre uma caixa violeta e descobre o diabólico plano levado a cabo por seu algoz é verdadeiramente impactante. Uma outra seqüência que não se pode deixar de mencionar é aquela em que Dae-su se auto-pune ao cortar sua própria língua.
Embora não tenha recebido qualquer tipo de premiação, merece destaque o fabuloso roteiro, muito bem escrito e estruturado, sem falhas. A fotografia de Jeong-hun e a trilha sonora de Yeong-wook são dois outros pontos altos do filme. É inesquecível o momento no qual é tocado um trecho de "Inverno", da composição de Vivaldi, "As Quatro Estações".
No quesito interpretação, os maiores destaques são as atuações de Min-sik Choi e de Hye-jeong Kang.
CAA