
CONTOS PROIBIDOS DO MARQUÊS DE SADE (2000)
Quills
| Outros Títulos: | Quills - Macht der Besessenheit (Alemanha) Quills - As penas do desejo (Portugal) Quills, la plume et le sang (França) Quills - La penna dello scandalo (Itália) Letras prohibidas, la leyenda del Marqués de Sade (Argentina) |
| Pais: | Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido |
| Gênero: | Drama, Histórico |
| Direção: | Philip Kaufman |
| Roteiro: | Doug Wright |
| Produção: | Julia Chasman, Peter Kaufman, Nick Wechsler |
| Design Produção: | Martin Childs |
| Música Original: | Stephen Warbeck |
| Fotografia: | Rogier Stoffers |
| Edição: | Peter Boyle |
| Direção de Arte: | Steven Lawrence, Mark Raggett |
| Figurino: | Jacqueline West |
| Guarda-Roupa: | Anthony Brookman, James Smith, Suzi Turnbull, James Smith |
| Maquiagem: | Jeremy Woodhead, Kate Lee, Peter King |
| Efeitos Sonoros: | Frank E. Eulner, John Verbeck, John Midgley e outros |
| Efeitos Especiais: | Mark Haddenham, John Vanderpool, Stuart Brisdon |
| Efeitos Visuais: | Tim Field |
| Nota: | 7.4 |
| Filme Assistido em: | 2001 |
| Geoffrey Rush | Marquês de Sade |
| Kate Winslet | Madeleine LeClerc |
| Joaquin Phoenix | Abbe du Coulmier |
| Michael Caine | Dr. Royer-Collard |
| Billie Whitelaw | Madame LeClerc |
| Patrick Malahide | Delbené |
| Amelia Warner | Simone |
| Jane Menelaus | Renée Pelagie |
| Stephen Moyer | Prouix |
| Tony Pritchard | Valcour |
| Michael Jenn | Cleante |
| Danny Babington | Pitou |
| George Yiasoumi | Dauphin |
| Stephen Marcus | Bouchon |
| Elizabeth Berrington | Charlotte |
| Bridget McConnell | Madame Bougival |
| Pauline McLynn | Mademoiselle Clairwill |
| Rebecca R. Palmer | Michette |
| Diana Morrison | Mademoiselle Renard |
| Toby Sawyer | Louison |
| Ron Cook | Imperador Napoleão Bonaparte |
| Carol MacReady | Irmã Noirceuil |
| Deborah Vale | Irmã Rose Fatima |
| Tessa Vale | Irmã Flavie |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Ator (Geoffrey Rush)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Figurino
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Ator (Geoffrey Rush)
Prêmio de Melhor Design de Produção
Prêmio de Melhor Figurino
Prêmio de Melhor Maquiagem
Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra
Prêmio Ator Coadjuvante Britânico do Ano (Michael Caine)
Prêmio Atriz Britânica do Ano (Kate Winslet)
Prêmio Diretor do Ano (Philip Kaufman)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Roteiro
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Geoffrey Rush)
Os seres humanos sempre questionaram, através da história, a sociedade e seus limites de moralidade. Em pleno século 18, em meio à sangrenta Revolução Francesa, um dos mais perigosos dissidentes foi, sem dúvida, o Marquês de Sade, que originou o termo sadismo.
Sade era uma pessoa contraditória. Algumas vezes, era brilhante e sensível. Outras, era egoísta e demoníaco. Foi tão escandaloso que continua a chocar a todos no século 21 e seu legado ainda promove debates sobre o que fazer com aqueles que exploram alegremente os mais sinistros tabus.
Sade foi muito mais do que um experimentador sexual. Foi um escritor que ficou preso durante 27 anos pelo crime de escrever sobre o lado mais negro do ser humano. Em 1772, foi sentenciado à morte por crimes sexuais e conseguiu escapar. Mais tarde, tornou-se um revolucionário e, novamente, escapou da guilhotina. O Marquês de Sade passou os últimos anos de sua vida num asilo, transformando-se num mito.
Durante o período em que esteve isolado no sanatório, tornou-se amigo do diretor da instituição, Abbe du Coulmier. Com ele, o Marquês trocava confidências a respeito da afeição de ambos para com a camareira, Madeleine. É nesse ambiente e contando com o auxílio da bela e inocente Madeleine, que o Marquês elabora seus contos de perversão.
Quando seu relacionamento é descoberto, há um perturbador e provocativo confronto entre a liberdade de expressão de um homem e a necessidade de controle por parte do Estado.
Napoleão Bonaparte termina por enviar ao asilo um conceituado médico, com o intuito de curar o Marquês de sua suposta loucura. Entretanto, a chegada do médico apenas faz com que o caráter rebelde do Marquês fique cada vez mais forte.
Baseado na vida e obra do famoso escritor francês do século XVIII, o Marquês de Sade, o filme trata de temas como a hipocrisia, a censura e o valor terapêutico da arte de escrever.
Partindo de um ótimo roteiro, assinado por Doug Wright, o cineasta Philip Kaufman realiza essa grande obra, cobrindo o período em que Sade viveu num asilo, quando escreveu dois dos seus mais famosos livros, Justine e Pauline.
Além do roteiro e da segura direção de Kaufman, "Contos Proibidos do Marquês de Sade" conta ainda com uma ótima direção de arte, responsável pela excelente reconstituição da França do século XVIII, uma adequada trilha sonora, um belo figurino e, acima de tudo, com magníficas atuações de seu competente elenco, com destaques para os trabalhos de Geoffrey Rush, Michael Caine, Joaquin Phoenix e Kate Winslet, esta última afirmando-se como uma das melhores atrizes de sua geração.
CAA