Ficha Técnica
| Outros Títulos: |
Il Cerchio (Itália) El círculo (Espanha, Argentina) Der Kreis (Alemanha) Le cercle (França) The Circle (USA)
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| Pais: |
Irã, Itália, Suíça |
| Gênero: |
Drama |
| Direção: |
Jafar Panahi |
| Roteiro: |
Kambuzia Partovi |
| Produção: |
Jafar Panahi |
| Design Produção: |
Vajid Allah Fariborzi |
| Fotografia: |
Bahram Badakhshani |
| Edição: |
Jafar Panahi |
| Direção de Arte: |
Iraj Raminfar |
| Maquiagem: |
Hemasseh Malaki |
| Efeitos Sonoros: |
Ahmad Ardalan, Sassan Bagherpour, Mehdi Dejbodi |
| Nota: |
7.8 |
| Filme Assistido em: |
2003 |
Elenco
| Nargess Mamizadeh |
Nargess |
| Maryam Parvin Almani |
Arezou |
| Mojgan Faramarzi |
Mojgan - Prostituta |
| Elham Saboktakin |
Elham - Enfermeira |
| Monir Arab |
Monir - Vendedor de bilhetes |
| Maedeh Tahmasebi |
Maedeh |
| Maryam Shayegan |
Parveneh |
| Solmaz Panahi |
Solmaz |
| Fereshteh Sadre Orafaiy |
Pari |
| Fatemeh Naghavi |
Nayer |
| Ataollah Moghadas |
Haji |
| Abbas Alizadeh |
Pai de Pari |
Prêmios
Festival Internacional do Uruguai
Prêmio de Melhor Filme (Jafar Panahi)
Prêmio do Público (Jafar Panahi)
Prêmio da Crítica (Jafar Panahi)
Prêmio da Crítica (Jafar Panahi)
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio Leão de Ouro (Jafar Panahi)
Prêmio Sergio Trasatti (Jafar Panahi)
Prêmio OCIC (Jafar Panahi)
Prêmio FIPRESCI (Jafar Panahi)
Prêmio UNICEF (Jafar Panahi)
Festival Internacional de San Sebastián, Espanha
Prêmio FIPRESCI (Filme do Ano)
Indicações
Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Não Americano (Jafar Panahi)
Sinopse
Na sala de espera de um hospital, uma mulher aguarda para ver sua filha, Solmaz Gholami, que acaba de dar a luz a uma criança. O teste de ultra-som preparara a família para receber um menino. Entretanto, o recém-nascido é uma menina. A alegria anterior transforma-se em terror, pois ela sabe que a família do seu genro irá abandonar sua filha, já que ser mulher no Irã é um peso, onde o sexo feminino é um defeito. A senhora foge do local quando chegam os sogros de sua filha.
Nas ruas cheias de Teerã, locais onde as mulheres não podem estar sozinhas nem fumar em público, duas mulheres caminham preocupadas: Nargess e Arezou. Elas acabam de receber indultos temporários e de deixar a prisão, mas ambas não têm planos de voltar pra lá. Assim, decidem conseguir dinheiro suficiente para fazerem uma viagem de ônibus para a terra natal de Nargess. Mas lhes faltam suas carteiras de identificação e, além do mais, a polícia procura por alguém na Rodoviária.
Enquanto isso, a amiga delas, Pari, acaba de escapar da prisão para praticar um aborto. O pai da criança fora executado três a quatro meses antes. Ameaçada de morte por seus irmãos, ela foge da casa do pai e se encontra com uma antiga presidiária, Elham, enfermeira, agora casada com um respeitável médico paquistanês que trabalha num hospital. Entretanto, a despeito de suas ligações, Elham não tem condições de ajudar sua amiga em sua necessidade.
Desanimada, Pari perambula pelas ruas e se encontra, por acaso, com Nayereh, uma mulher que está a fim de abandonar sua filha. Pari tenta fazê-la desistir, mas não consegue. Pouco tempo depois, Nayareh aceita uma carona de um homem, mas, quando o carro para numa blitz policial, ela é falsamente acusada de prostituição e levada presa pela polícia.
Uma outra mulher, Mojgan, é uma prostituta. Ela é uma observadora atenta da vida e do sistema no qual ela se acha inserida. Quando é presa, seu olhar é claro enquanto ela observa uma noiva que passa numa caravana nupcial.
E assim, "O Círculo" vai mostrando as trajetórias dessas mulheres, com desejos e anseios diferentes, mas igualmente vítimas de cotidianas formas de repressão.
Comentários
"O Círculo" é um filme no qual o diretor Panahi retrata a repressão que as mulheres islâmicas sofrem por parte da sociedade em que vivem. Ele discute tabus como aborto, prostituição e abandono de crianças. Partindo dessa tese, ele usa sua câmera para, através de seus personagens, mostrar todo o sofrimento estampado em suas fisionomias.
O maior problema do filme reside, entretanto, na própria tese, uma vez que ele procura explorar apenas um pequeno segmento da população feminina iraniana. Por outro lado, embora seja um depoimento vigoroso, Panahi não oferece qualquer resposta para o problema abordado.
CAA