
RÉQUIEM PARA UM SONHO (2000)
Requiem for a dream
| Outros Títulos: | Réquiem por un sueño (Espanha) Retour à Brooklyn (Canadá francês) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Darren Aronofsky |
| Roteiro: | Darren Aronofsky, Hubert Selby Jr. |
| Produção: | Palmer West, Eric Watson |
| Design Produção: | James Chinlund |
| Música Original: | Clint Mansell |
| Fotografia: | Matthew Libatique |
| Edição: | Jay Rabinowitz |
| Direção de Arte: | Judy Rhee |
| Figurino: | Laura Jean Shannon |
| Guarda-Roupa: | Donna Maloney, Pamela Kezal, Mark Burchard e outros |
| Maquiagem: | Judy Chin, Louie Zakarian, Marjorie Durand |
| Efeitos Sonoros: | Nelson Ferreira, Ken Ishii, Brad Zoern e outros |
| Efeitos Especiais: | Drew Jiritano, Mark Bero, Andrew Mortelliti |
| Efeitos Visuais: | Jeremy Dawson, Dan Schrecker, Francis Schmidt |
| Nota: | 8.5 |
| Filme Assistido em: | 2004 |
| Ellen Burstyn | Sara Goldfarb |
| Jared Leto | Harry Goldfarb |
| Jennifer Connelly | Marion Silver |
| Marlon Wayans | Tyrone Love |
| Christopher McDonald | Tappy Tibbons |
| Louise Lasser | Ada |
| Marcia Jean Kurtz | Rae |
| Janet Sarno | Sra. Pearlman |
| Suzanne Shepherd | Sra. Scarlini |
| Joanne Gordon | Sra. Ovadia |
| Charlotte Aronofsky | Sra. Miles |
| Mark Margolis | Sr. Rabinowitz |
| Peter Maloney | Dr. Pill |
| Bryan Chattoo | Brody |
| Keith David | Big Tim |
| Ben Shenkman | Dr. Spencer |
| Denise Dowse | Mãe de Tyrone |
| Denise Y. Dowse | Mãe de Tyrone |
| Samia Shoaib | Enfermeira Mall |
| Chas Mastin | Lyle Russel |
| Stanley Herman | Tio Hank |
| Abraham Abraham | King Neptune |
| Sean Gullette | Arnold |
Festival Internacional de Cinema de Estocolmo, Suécia
Prêmio de Melhor Atriz (Ellen Burstyn)
Festival Internacional de Valladolid, Espanha
Prêmio Espiga de Ouro (Darren Aronofsky)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Atriz (Ellen Burstyn)
Festival Internacional de Cinema de Estocolmo, Suécia
Prêmio Cavalo de Bronze de Melhor Longa-Metragem (Darren Aronofsky)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Atriz em um Drama (Ellen Burstyn)
Harry Goldfarb quer ser rico. Sua mãe, Sara, quer que ele seja feliz e se case. Marion Silver, a bela namorada de Harry, quer ter uma grife. Só que, enquanto sonha, Harry se encontra com seu amigo, Tyrone, que tem sempre um pouco de heroína à mão.
Sara sonha com uma vida mais colorida e menos solitária. Por isso, vive colada na TV. Um dia, o telefone toca e ela entende que brevemente será chamada para aparecer em seu programa predileto. Ela corre para provar seu melhor vestido e, com tristeza, verifica que o mesmo está muito apertado. Resolve, então, emagrecer para poder usá-lo no grande dia e, para isso, começa a tomar pílulas para perder o apetite.
Marion quer abrir sua loja e pede ajuda a Harry. Este e Tyrone começam a traficar drogas. Em breve, os três juntam bastante dinheiro: eles começam a se sentir invencíveis. Sara também está mais magra: ela se sente ótima em seu vestido vermelho.
Só que os quatro não estão livres para usufruir de seus sonhos. Eles estão viciados. E quando os hábitos viram vício, todos se sentem ainda mais sós.
Ainda que Harry converse com a mãe e perceba que ela agora está elétrica e trincando os dentes… Ainda que Harry e Marion saibam que só têm um ao outro… E que Tyrone se lembre vivamente dos ensinamentos de sua mãe … nenhum deles consegue mais se comunicar. Os sonhos de dinheiro, fama e sucesso sucumbem diante dos pesadelos distorcidos, da dor e da dependência.
"Réquiem para um Sonho" é um excelente filme que trata, de forma bastante realista, do sério problema das drogas. Realizado por Darren Aronofsky, que também co-assina o roteiro, o filme descreve, com bastante intensidade, os sonhos iniciais e a angústia e o desespero que levam os viciados ao fundo do poço. Em sua abrangência, Aronofsky não se limita a retratar o usuário das chamadas drogas pesadas, mas aborda, por exemplo, o caso de Sara, que vislumbrando um convite para se apresentar num programa de televisão, começa a tomar pílulas de anfetamina para perder peso e poder se tornar mais atraente e igualmente entra num processo de autodestruição.
Ellen Burstyn apresenta uma interpretação magistral e merecia ter recebido o Oscar de Melhor Atriz, no ano ganho por Julia Roberts por seu trabalho em "Erin Brockovich", o que me pareceu ter sido uma grande injustiça. Jennifer Connelly, Jared Leto e Marlon Wayans também estão ótimos.
CAA