
SARGENTO YORK (1941)
Sergeant York
| Outros Títulos: | Sergent York (França) Il sergente York (Itália) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama, 1ª Guerra Mundial |
| Direção: | Howard Hawks |
| Roteiro: | John Huston, Harry Chandlee, Howard Koch, Abem Finkel |
| Produção: | Hal B. Wallis, Howard Hawks, Jesse L. Lasky |
| Música Original: | Max Steiner |
| Direção Musical: | Leo F. Forbstein |
| Fotografia: | Sol Polito |
| Edição: | William Holmes |
| Direção de Arte: | John Hughes |
| Maquiagem: | Perc Westmore |
| Efeitos Sonoros: | Oliver S. Garretson |
| Nota: | 9.0 |
| Filme Assistido em: | 1948 |
| Gary Cooper | Alvin C. York |
| Walter Brennan | Pastor Rosier Pile |
| Joan Leslie | Gracie Williams |
| George Tobias | Ross |
| Stanley Ridges | Major Buxton |
| Margaret Wycherly | Mãe de Alvin |
| Ward Bond | Ike Botkin |
| Noah Beery Jr. | Buck Lipscomb |
| June Lockhart | Rosie York |
| Dickie Moore | George York |
| Clem Bevans | Zeke |
| Joe Sawyer | Sgt. Early |
| Gig Young | Soldado |
| Harvey Stephens | Capt. Danforth |
| Carl Esmond | Major alemão |
| Pat Flaherty | Sgt. Harry Parsons |
| Frank Wilcox | Sargento |
| Charles Middleton | Alpinista |
| Charles Trowbridge | Cordell Hull |
| David Bruce | Bert Thomas |
| Robert Porterfield | Zeb Andrews |
| Erville Alderson | Nate Tomkins |
| Tully Marshall | Tio Lige |
| Douglas Wood | Major Hylan |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Ator (Gary Cooper)
Oscar de Melhor Edição
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Ator (Gary Cooper)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Howard Hawks)
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Gravação de Som
Oscar de Melhor Roteiro Original
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Walter Brennan)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Margaret Wycherly)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Em 1916, no Tennessee, Alvin York vive com sua mãe e os irmãos mais jovens, George e Rosie, numa fazenda cujas terras não são boas. Juntamente com os amigos Ike Botkin e Buck Lipscomb, Alvin é imbatível em jogos de tiro ao alvo.
Quando se apaixona pela bela Gracie Williams, ele lhe diz que vai trabalhar para conseguir uma boa fazenda e, assim, poder casar-se com ela. Ao participar de um concurso de tiro ao alvo, ganha todos os prêmios, mas fica desapontado ao saber que Zeb Andrews comprara as terras que ele tinha em vista. Ajudado pelo pastor Rosier Pile, ele se volta para a religião.
Quando os EUA entram na 1ª Guerra Mundial, Alvin encontra-se ensinando a Bíblia a um grupo de crianças. Inicialmente, resiste à idéia de se alistar, pois 'matar' é contra seus princípios bíblicos. Entretanto, aconselhado pelo pastor Pile, ele se despede da família e de Gracie e se alista no exército.
Durante os treinamentos, sua habilidade com o rifle chama a atenção do Oficial Comandante. No entanto, ele recusa uma promoção e afirma que 'matar' é contra o 'Livro Sagrado'. O Oficial lhe entrega um livro sobre a história dos EUA, com informações sobre Daniel Boone e outros homens que, no passado, lutaram pela liberdade, e lhe dá uma licença de 10 dias para que ele o leia e pense a respeito.
Depois de ler o referido livro, ele retorna ao exército convencido de que, muitas vezes, as pessoas devem lutar pela liberdade e pela Pátria. Assim, após o período de treinamento, ele segue para o 'front', na França.
Em 8 de outubro de 1918, quando da ofensiva de Argonne, Alvin mata 28 alemães com 28 tiros e consegue capturar outros 132 soldados. O então soldado é promovido a Sargento York e agraciado com a Medalha de Honra pelo General Pershing.
Ao terminar a guerra, Alvin retorna à sua terra e aos braços de sua amada. Uma vez lá, recebe do Estado do Tennesse, a título de doação, uma boa fazenda, como gratidão por seus atos de heroísmo.
Embora tenha assistido "Sargento York" em 1948, trata-se de um excelente filme que continua vivo em minha memória. Baseado na vida real de Alvin C. York, e realizado pelo cineasta Howard Hawks, o filme apresenta várias facetas da vida: lutas e celebrações, orgulho e humildade, fúria e reflexões, guerra e paz, ateísmo e fé. A história fala de um drama, com poucas ações de guerra, aliado a um comovente romance e à paixão de um homem pela terra.
Para realização do filme, Alvin C. York, em pessoa, exigiu que ele fosse interpretado por Gary Cooper. Embora trate-se de um pequeno detalhe, acho que Cooper, na época com 40 anos, achava-se com idade acima da ideal para representar o soldado Alvin. Adicionalmente, contracena com Joan Leslie, uma jovem atriz de apenas 16 anos. De qualquer forma, o importante é que ele dá um banho de interpretação, sendo agraciado com o Oscar de Melhor Ator.
No elenco, destacam-se ainda, por suas atuações, os atores Walter Brennan e Margaret Wycherly. Nas cenas das batalhas, além de Cooper, os destaques vão para Joe Sawyer, como o Sgt. Early, Stanley Ridges, como o Major Buxton, e Carl Esmond, como o major alemão.
"Sargento York" conta, ainda, com um ótimo roteiro, a eficaz direção de Hawks e uma belíssima trilha sonora.
CAA